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Integrante do MBL é acusado de operar empresas offshores ligadas ao Grupo Fit

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 28/11/2025 às 17:58 · Atualizado há 4 dias
Integrante do MBL é acusado de operar empresas offshores ligadas ao Grupo Fit
Foto: Reprodução / Arquivo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) incluiu o comentarista da Jovem Pan e integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Cristiano Moreira Pinto Beraldo em uma investigação que apura o uso de empresas offshore para movimentar recursos ligados ao empresário Ricardo Magro, controlador do grupo Refit e meta de operações por sonegação fiscal e lavagem de numerário.

Beraldo foi meta de mandados de procura e consumição na Operação Poço de Lobato, deflagrada na quinta-feira (27), que mobilizou 190 ordens judiciais em seis unidades da Federação.

Segundo os investigadores, o comentarista administraria estruturas financeiras nos Estados Unidos usadas para blindar o patrimônio de Magro — do qual débito somente em impostos devidos em São Paulo chega a R$ 9,6 bilhões.

Entre as empresas apontadas estão a Cascais Bay LLC, que tem uma vez que gerente Alessandra Engel Magro, esposa do empresário, e a Oceana KB Real Estate LLC, registrada em nome do próprio Magro. A suspeita é de que as offshores tenham servido para ocultação de bens e possíveis transações irregulares.

A inclusão de Beraldo no interrogatório ocorreu depois documentos e interceptações indicarem seu papel na operação desses veículos financeiros. As buscas realizadas pelo MPSP miraram documentos e dispositivos eletrônicos capazes de provar sua atuação. A investigação também é um desdobramento das apurações em torno da Refit, envolvida em um suposto esquema bilionário de sonegação e lavagem de numerário.

Membros da cúpula da MBL em evento patrocinado pela Refit em Novidade York

A repercussão do caso atinge diretamente o envolvente político. Beraldo, que já foi candidato a deputado pelo União Brasil em 2022 e aparece uma vez que figura frequente nos debates da direita, era visto nos círculos do MBL uma vez que um provável nome para 2026.

Ele ganhou espaço dentro do movimento a partir de 2021, participando de congressos, podcasts e eventos, e chegou a ser indigitado por Arthur do Val uma vez que o maior doador do partido Missão, legenda associada ao grupo.

O envolvimento de Beraldo ocorre depois o MBL participar, em maio, do evento Brazil Insights, em Novidade York, patrocinado pela própria Refit — hoje no meio das investigações. A presença da cúpula do grupo no encontro reacendeu questionamentos sobre a proximidade entre o movimento e o empresário agora investigado.

Em nota divulgada depois a operação, o MBL afirmou que seu setor de compliance tomou ciência da inclusão de Beraldo no interrogatório e confirmou seu desligamento voluntário do movimento, alegando compromisso com “o mais cima padrão de lisura da política brasileira”.

A Jovem Pan, onde Beraldo atua uma vez que comentarista, não se manifestou sobre sua situação.

Até o momento, o comentarista e seus representantes não apresentaram posicionamento solene, enquanto a investigação segue sob sigilo e avança na coleta de provas sobre o suposto gavinha entre Beraldo e as offshores atribuídas a Magro.

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