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Forças Armadas da Venezuela reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 04/01/2026 às 23:56 · Atualizado há 2 dias
Forças Armadas da Venezuela reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina
Foto: Reprodução / Arquivo
As Forças Armadas da Venezuela divulgaram neste domingo (4) uma nota oficial em que reconhecem a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país. O posicionamento ocorre após decisão da Câmara Constitucional da Suprema Corte venezuelana, que determinou no sábado (3) que Rodríguez assuma o comando do Executivo na ausência de Nicolás Maduro. No comunicado, os militares afirmam que o governo interino garantirá a governabilidade do país e que a instituição seguirá mobilizada para a defesa nacional, a manutenção da ordem interna e a preservação da paz. O texto destaca ainda a ativação de um plano de prontidão operacional. “O objetivo é integrar os elementos do Poder Nacional na missão de confrontar a agressão imperial, formando um único bloco de combate para assegurar a liberdade, a independência e a soberania da nação”, diz o documento. A nota é assinada pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e traz uma mensagem com forte tom ideológico, exaltando o legado do ex-presidente Hugo Chávez e reafirmando lealdade ao projeto bolivariano. No mesmo comunicado, as Forças Armadas condenam a operação realizada pelos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A ação é classificada pelos militares como um “sequestro covarde”. Segundo Padrino López, integrantes da equipe de segurança presidencial, além de soldados e civis, teriam morrido durante a operação americana. Ele descreveu as mortes como “assassinatos a sangue frio”. Ainda no sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista que “muitos cubanos” morreram durante a ação, alegando que eles integravam a equipe de segurança de Maduro. O presidente norte-americano, no entanto, não apresentou mais detalhes sobre as circunstâncias das mortes. Divisão no continente impediu que uma declaração final fosse adotada Número de vítimas dobrou em 24 horas após bombardeios; governo venezuelano alerta que total pode crescer Documento condena bombardeios na Venezuela, sequestro de Maduro e violação do direito internacional

Fonte: Agências

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