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Exportações de algodão batem recorde histórico em 2025

O Brasil consolidou sua posição como maior fornecedor mundial de algodão, mantendo a liderança conquistada em 2024 e encerrando 2025 com exportações históric...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 12:01 · Atualizado há 22 horas
Exportações de algodão batem recorde histórico em 2025
Foto: Reprodução / Arquivo

O Brasil consolidou sua posição como maior fornecedor mundial de algodão, mantendo a liderança conquistada em 2024 e encerrando 2025 com exportações históricas. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país exportou 452,5 mil toneladas de algodão em dezembro, o maior volume mensal já registrado. O resultado superou o recorde anterior de 415,6 mil toneladas, alcançado em janeiro de 2025.

Estimamos uma produção de 4,15 milhões de toneladas no ciclo passado. Essa oferta, aliada a condições logísticas favoráveis, garantiu um ritmo acelerado de embarques no fim do ano

— De acordo com Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da consultoria StoneX, o desempenho foi impulsionado principalmente pela ampla oferta de pluma no mercado interno, reflexo de uma colheita recorde em 2025. , afirmou.

O país manteve a liderança conquistada em 2024 como maior exportador global de algodão

— Com isso, o Brasil fechou 2025 com exportações que somaram pouco mais de 3 milhões de toneladas, reforçando seu protagonismo no comércio global da fibra. , completa Bulascoschi.

No cenário internacional, a China foi o principal destino do algodão brasileiro, seguida por Bangladesh e Paquistão, países que concentram algumas das mais relevantes indústrias têxteis do mundo e dependem fortemente do fornecimento externo de matéria-prima.

Antes de o Brasil assumir a liderança mundial, os Estados Unidos ocupavam o posto de maior exportador global de algodão por quase três décadas, desde a safra 1993/94. A perda de posição ocorreu de forma gradual e está ligada a uma combinação de fatores, como o crescimento acelerado da produção brasileira, impulsionado por ganhos de produtividade e expansão de área, e a estagnação relativa da oferta americana, que enfrentou oscilações climáticas, redução de área plantada e menor competitividade em custos. Além disso, amaior presença do país em mercados estratégicos, especialmente na Ásia, contribuíram para a consolidação do Brasil como principal fornecedor mundial da fibra.

Os preços internacionais estão bastante baixos, o que tem desestimulado a produção em diversas regiões

— Para 2026, a expectativa do mercado é de uma produção levemente menor no Brasil. Segundo o analista da StoneX, os preços internacionais em patamares baixos têm desestimulado o plantio em diversas regiões produtoras. , observa.

Ainda assim, caso a próxima safra apresente produtividade dentro da normalidade, o Brasil deve seguir ocupando a posição de principal fornecedor global de algodão, sustentado por escala produtiva, eficiência logística e competitividade no mercado internacional.

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