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Depressão em idosos: sintomas podem ser confundidos com envelhecimento e dificultam diagnó

Mais de 260 milhões de pessoas no mundo convivem com depressão, segundo a OMS; no Brasil, 13% dos idosos entre 60 e 64 anos têm o diagnóstico.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 07:41 · Atualizado há 8 horas
Depressão em idosos: sintomas podem ser confundidos com envelhecimento e dificultam diagnó
Foto: Reprodução / Arquivo

Mais de 260 milhões de pessoas no mundo convivem com depressão, segundo a OMS; no Brasil, 13% dos idosos entre 60 e 64 anos têm o diagnóstico.

Em idosos, sintomas da depressão podem ser confundidos com questões do envelhecimento, dificultando o reconhecimento da doença.

O diagnóstico tardio é comum, pois sinais como fadiga, dores e alterações no sono são atribuídos à idade, atrasando o início do tratamento.

Apoio de familiares, acompanhamento médico e atividades físicas contribuem para a melhora da autoestima e da qualidade de vida.

Depressão e ansiedade são mais comuns entre idosos de 60 a 64 anos

A depressão afeta mais de 260 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 13% dos brasileiros entre 60 e 64 anos convivem com o diagnóstico. Entre idosos, os sintomas da doença podem ser confundidos com outras questões relacionadas ao envelhecimento, o que exige atenção redobrada de familiares e profissionais de saúde.

Quando o corpo e a mente pedem ajuda, olhar para fora de si pode se tornar um desafio. Célia Regina Paixão relembra o período em que enfrentou uma tristeza profunda, sem entender exatamente o que estava acontecendo.

É uma tristeza assim que dá por dentro, que você fica chorando, chorando, não tem vontade de levantar da cama. Eu chorei muito, eu chorava muito, e falavam: 'Está triste por quê? Você tem tudo, tem carro, tem apartamento'. E eu não sabia porque estava triste

— relata.

A resposta veio após um diagnóstico que demorou a ser identificado: depressão. Foi somente com a ajuda de um especialista que Célia conseguiu compreender o que sentia e iniciar o processo de tratamento.

Na época, ela ainda não havia completado 60 anos. Hoje, aos 64, com o apoio das filhas, o acompanhamento médico e novos desafios, como o trabalho voluntário, Célia retomou a autoestima, o prazer em se arrumar e a vontade de sair de casa. Segundo ela, foi a combinação desses fatores que contribuiu para a melhora da qualidade de vida.

Tatuagem feita por Célia Regina e sua filha — Foto: Reprodução/TV TEM

O geriatra Adson Passos explica que a depressão em idosos nem sempre se manifesta da mesma forma que em pessoas mais jovens, o que dificulta o diagnóstico.

Podem confundir a depressão com tristeza e pensar: 'Quem nessa idade não está triste?' ou 'Quem, com tantos problemas nesta idade, não estaria assim?'. Esses são fatores que dificultam o acesso do paciente idoso ao médico. Os sintomas de depressão são atípicos, então, antes de procurar um geriatra ou psiquiatra, o idoso vai em outros médicos, porque pode confundir com outras doenças

— conta o especialista.

Os sintomas físicos da depressão em idosos podem incluir fadiga, dores crônicas nas costas, articulações e cabeça sem causa aparente, alterações no sono, mudanças no apetite, lentidão nos movimentos e fala, problemas digestivos e negligência com a higiene pessoal.

A disposição também faz diferença no cuidado com a saúde mental. Regina Maria Moraes, de 76 anos, destaca a importância de associar o uso correto da medicação à prática de atividades físicas.

Tomando as medicações, que os médicos passam direitinho, associada às atividades físicas, ajuda muito, porque eu me sinto bem e os remédios aliviam os estresses. Estou sempre ambientada com meus colegas, e meus filhos que estão sempre próximos. Isso ajuda muito, sabe? Remédio e educação física

— diz.

Atividades físicas são ótimas aliadas na luta contra a depressão — Foto: Reprodução/TV TEM

No Sesi de Sorocaba, um grupo de idosos se reúne semanalmente para praticar ginástica sob orientação do professor Bruno Ruvilo. As turmas reúnem, em média, de 30 a 35 participantes por encontro.

Os alunos vão encontrar aqui, além dos benefícios que a atividade física traz, a parte social. Eles acabam se reunindo para festas e passeios e tudo mais

— conta o professor.

A prática de exercícios é apenas um dos cuidados que ajudam a evitar que o avanço da idade se torne um peso na caminhada pela saúde do corpo e da mente.

Professor Bruno Ruvilo auxiliando suas alunas — Foto: Reprodução/TV TEM

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