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CEO da ExxonMobil diz ser “inviável” investir na Venezuela atualmente

Darren Woods, CEO da multinacional de petróleo e gás americana, ExxonMobil, afirmou, em um encontro de executivos do setor petrolífero na Casa Branca na sext...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 02:11 · Atualizado há 1 dia
CEO da ExxonMobil diz ser “inviável” investir na Venezuela atualmente
Foto: Reprodução / Arquivo

Darren Woods, CEO da multinacional de petróleo e gás americana, ExxonMobil, afirmou, em um encontro de executivos do setor petrolífero na Casa Branca na sexta-feira (9), que a empresa não se "jogaria de cabeça" na Venezuela, alegando que a situação atual no país representa um risco inaceitável para a companhia.

Se analisarmos as estruturas e os marcos legais e comerciais vigentes hoje na Venezuela, veremos que o país é inviável para investimentos, e, portanto, mudanças significativas precisam ser feitas nesses marcos comerciais e no sistema jurídico

— disse Woods. “É preciso haver proteções duradouras para os investimentos e uma mudança nas leis de hidrocarbonetos do país.”

A Exxon deixou a Venezuela em 2007, quando o regime de Hugo Chávez nacionalizou a indústria petrolífera. A empresa não aceitou os termos do país, e o governo confiscou seus ativos no território venezuelano.

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Para retornar em plena capacidade e restaurar a infraestrutura petrolífera deteriorada da Venezuela, Woods sugeriu que a Exxon precisaria ser convencida de que o país possui um sistema político estável, proteção contra crimes e roubos, e mudanças nas leis venezuelanas que exigem que empresas estrangeiras participem de joint ventures - termo em inglês que caracteriza um modelo estratégico de parceria comercial - com participação majoritária do governo e paguem impostos de 60% sobre a receita do petróleo.

Woods disse estar confiante de que o governo de Donald Trump poderia fazer as mudanças necessárias. Mas, para sequer entender que tipo de retorno sobre o investimento a Exxon obteria da Venezuela, Woods afirmou que várias perguntas precisam ser respondidas primeiro.

As perguntas que ficarão em primeiro lugar são: quão duradouras são as proteções do ponto de vista financeiro? Como serão os retornos? Quais são os acordos comerciais, os marcos legais?

— questionou Woods. “Todos esses aspectos precisam ser definidos para que se possa tomar uma decisão e entender qual seria o retorno ao longo das próximas décadas, considerando os bilhões de dólares investidos.”

Pressionado por Trump sobre um cronograma para o retorno, Woods disse que a empresa poderia retornar com uma equipe de reconhecimento para avaliar a situação e determinar o que seria necessário para uma retomada mais ampla.

Podemos começar imediatamente, nas próximas semanas, a avaliação e, a partir daí, entender o que é necessário

— concluiu Woods.

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