A liquidação do Banco Master, anunciada nesta semana em meio a suspeitas de fraude, trouxe à tona uma série de alertas que o Banco Mediano (BC) teria recebido ao longo da gestão de Roberto Campos Neto. Segundo fontes do setor ouvidas pela escritório Bloomberg, a instituição financeira vinha crescendo em velocidade incomum enquanto acumulava ativos considerados de difícil avaliação — um sinal que preocupava especialistas e grandes bancos.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por proteger os investidores em caso de quebra bancária, teria enviado diversos avisos ao BC. Aliás, executivos de grandes instituições financeiras — que ajudam a financiar o próprio FGC — também procuraram a mando monetária para provar inquietação com o progresso do Master.
De consonância com pessoas ligadas ao setor, alguns desses alertas chegaram diretamente ao portanto presidente do Banco Mediano, Roberto Campos Neto, que teria prometido dar atenção ao caso. Campos Neto saiu do comando da instituição em janeiro e hoje integra o parecer do Nubank. Seu sucessor, Gabriel Galípolo, agora tem a missão de conduzir o processo de liquidação.
Liquidação bilionária do Banco Master e impacto no sistema
A liquidação do Banco Master envolverá o pagamento de até R$ 41 bilhões a aproximadamente 1,6 milhão de credores — o maior valor já enfrentado pelo FGC. Fontes afirmam que, dependendo do desdobramento do processo, esse montante pode chegar a R$ 55 bilhões caso outros bancos menores relacionados ao caso também tenham operações comprometidas.
O FGC possui atualmente tapume de R$ 160 bilhões em patrimônio e R$ 122 bilhões em liquidez, mas deverá ser recapitalizado no início de 2026. Os grandes bancos, principais contribuidores do fundo, terão de antecipar aportes futuros, o que deve ocorrer ao longo dos próximos anos.
Para investidores, a garantia permanece: o FGC cobre até R$ 250 milénio por CPF, com limite de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
As acusações contra o Banco Master e a prisão de Vorcaro
O colapso do Master culminou na prisão do CEO e controlador, Daniel Vorcaro, estagnado pela Polícia Federalista ao tentar deixar o país em um avião privado. A investigação aponta falsificação de instrumentos de crédito e outras práticas irregulares. Segundo autoridades, secção significativa dos ativos do banco estava concentrada em fundos ilíquidos — o que aumentava o risco das operações.
Mesmo assim, o Master conseguiu atrair milhares de investidores com produtos financeiros que ofereciam rentabilidade supra da média, sustentados justamente pela garantia do FGC.
A situação começou a se inutilizar em 2023, depois mudanças nas normas do FGC que limitaram o uso das garantias. No ano seguinte, o banco passou a ser fim de investigação que envolvia a venda de carteiras de crédito para o Banco de Brasília (BRB).
Em março de 2025, o BRB chegou a anunciar a compra do Master, mas a operação gerou potente reação no mercado por ser vista uma vez que um provável resgate indireto. O Banco Mediano acabou barrando o negócio meses depois.
O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi distante do função e deixou o país. O Juízo de Governo do banco público determinou a contratação de uma auditoria independente para revisar operações citadas pela Polícia Federalista na Operação Compliance Zero