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Brasileira morta em Portugal: família não conseguiu traslado do corpo mais de um mês após

Lucinete Freitas foi assassinada em 5 de dezembro do ano passado. A patroa dela, uma maranhense de 43 anos, está presa apontada como principal suspeita do cr...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 17:01 · Atualizado há 2 dias
Brasileira morta em Portugal: família não conseguiu traslado do corpo mais de um mês após
Foto: Reprodução / Arquivo

Lucinete Freitas foi assassinada em 5 de dezembro do ano passado. A patroa dela, uma maranhense de 43 anos, está presa apontada como principal suspeita do crime.

Lucinete foi encontrada morta em um matagal de Amadora, região próximo à capital portuguesa Lisboa, após passar 13 dias desaparecida.

A patroa dela, principal suspeita do crime, ainda não teve a identidade divulgada. Após ser presa, a mulher indicou onde o corpo da babá estava.

Teodoro Júnior, viúvo de Lucinete, disse que o pedido de traslado foi feito ao Governo Federal, e que o caso de Lucinete se encaixar ana lei aprovada em 2025 para mortes de brasileiros fora do país.

No entanto, ele disse que o Governo Federal argumentou que ainda não está sendo aplicada por falta de definição de orçamento.

Babá cearense é encontrada morta em Portugal; patroa é suspeita de crime.

A família da babá brasileira morta em Portugal ainda não conseguiu trazer o corpo dela para o Brasil mesmo um mês após o crime. Lucinete Freitas foi assassinada em 5 de dezembro do ano passado. A patroa dela, uma maranhense de 43 anos, está presa apontada como principal suspeita da morte.

Lucinete foi encontrada morta em um matagal de Amadora, região próximo à capital portuguesa Lisboa, após passar 13 dias desaparecida. A patroa ainda não teve a identidade divulgada pelas autoridades portuguesas. Após ser presa, a mulher indicou onde o corpo da babá estava.

Teodoro Júnior, viúvo de Lucinete, disse que o pedido de traslado foi feito ao Governo Federal, e que o caso de Lucinete se encaixar na lei aprovada em 2025 para mortes de brasileiros fora do país. No entanto, ele disse que o Governo Federal argumentou que a lei ainda não está sendo aplicada por falta de definição de orçamento.

Em nota, o Itamaraty disse que o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, acompanha o caso e presta assistência consular aos familiares da nacional brasileira.

O traslado de restos mortais de brasileiros falecidos no exterior realiza-se apenas em situações excepcionais e devidamente motivadas [...] O Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros

— complementou o órgão.

Ainda em dezembro, os familiares relataram excesso de burocracia, demora e falta de informações claras sobre os procedimentos necessários, além da ausência de condições financeiras para arcar com os custos do traslado internacional.

Em 2025, o presidente Lula assinou um decreto que prevê que, em caráter excepcional e mediante justificativa, a proibição de custeio do traslado de corpos de brasileiros pelo Estado pode ser flexibilizada.

Segundo o decreto, o traslado pode ser autorizado quando (desde que haja disponibilidade orçamentária e financeira por parte do governo):

Segundo o marido da vítima, Lucinete iria depor a favor do patrão em um processo sobre a guarda do filho dele com a suspeita do crime. Teodoro Júnior, viúvo de Lucinete, disse que o casal de patrões vivia um relacionamento conturbado, e Lucinete presenciou diversas brigas.

Ele falou que a vítima sempre se posicionava a favor do patrão quando era envolvida nas discussões. Ele acredita, inclusive, que essa é a motivação do crime.

Ela se posicionava a favor do patrão nas brigas entre o casal. O patrão sempre foi uma pessoa com perfil social, minha esposa sempre defendeu muito ele, dizia que ele era um senhor muito íntegro, muito trabalhador. Aí ela relatava que a patroa já era um perfil totalmente diferente, uma mulher descompensada

— disse Teodoro.

homicídio qualificado, um crime de profanação de cadáver, um crime de detenção de arma proibida e um crime de falsidade informática

— O MP de Portugal informou que a patroa foi indiciada pelos crimes de . No Brasil, as tipificações similares são "homicídio qualificado, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma e falsidade ideológica".

A cearense Lucinete Freitas, que morava em Portugal, sonhava em levar marido e filho para o país europeu. — Foto: Arquivo pessoal

Lucinete morava sozinha em Amadora, região metropolitana de Lisboa, e tinha planos para levar o marido e o filho de 14 anos para o país europeu em 2026. Ela estava há sete meses em Portugal e, há cerca de quatro meses, trabalhando como babá do filho do casal.

Ela encontrou o emprego em um grupo nas redes sociais, após a patroa anunciar que estava precisando de uma babá — de preferência brasileira, conforme Teodoro, já que a patroa é maranhense. Já Lucinete era natural de Aracoiaba, no interior do Ceará.

A relação com a patroa era "conflituosa", conforme o Ministério Público de Portugal. O motivo desses conflitos era o posicionamento da babá favorável ao patrão durante as brigas do casal. No entanto, houve momentos de boa relação com a patroa, conforme Teodoro — o que o deixou ainda mais revoltado com o crime.

Conforme o viúvo, a patroa chegou a fazer um bolo para comemorar o aniversário de Lucinete 11 dias antes do crime. Lucinete foi morta no dia 5 de dezembro com um bloco de cimento usado para golpeá-la na cabeça, após aceitar da patroa uma carona para casa. No dia 18 de dezembro, a mulher foi presa apontada como suspeita do crime e revelou onde o corpo estava.

A mulher ainda teria jogado entulho para ocultá-lo. Ela também, conforme o MP, pegou o celular da vítima e mandou mensagens fingindo ser a babá. Ao se passar por Lucinete, disse que estava viajando para o Algarve, em outra região de Portugal, com uma amiga, para evitar suspeitas sobre o desaparecimento.

Ela levou [minha esposa] para um local afastado da casa dela, macabramente. Ou seja, ela atraiu de forma selvagem. Um crime assim tão bárbaro, brutal. Em consequência de uma covardia, foi muito traiçoeiro

— declarou Teodoro.

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